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terça-feira, 9 de novembro de 2010

L'amour

Já tinha até esquecido de como é me sentir assim. Mas, você veio. E sim, você pôs todas as borboletas no meu estômago, arrancou sorrisos bobos, e o meu coração... Pobre coração, nem ritmo têm mais...
Os amantes dizem que assim como o sangue,o amor é bombeado através de todo o nosso ser pelo coração. Os cientistas citam algumas substâncias que são produzidas no cérebro, logo, que é de lá que o amor parte.
Bem, se a primeira possibilidade for mesmo verdadeira, meu coração está trabalhando bem e meu corpo todo está abastecido.
Do contrário, se for a segunda a ser levada em consideração, a dopamina, a ocitocina, a norepinefrina, a feniletilamina... Todas elas estão sendo produzidas incontrolavelmente.
A mim, mera vítima desse invasor, o amor, não importa o que está causando essas coisinhas todas. O que me interessa, é quem desencadeia toda essa reação em cadeia.
E eu estou quase acreditando.




Por Taynara Bezerra

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cela

Por Taynara Bezerra e Lucas Almeida


Precisamos agir antes que seja tarde demais
Não vejo o mundo com os olhos do medo
Não permita que sua vida fuja de você como uma mariposa assustada
Talvez não seja fácil, mas como haveria de ser?
Teça uma teia e prenda a mariposa na sua armadilha
Céus cinzentos? Pinte-os

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Oculto coletivo. O jogo era simples, escrever um texto coletivo onde um autor não sabe o que o outro escreve e vice e versa. Escreva sua frase, dobre o papel e passe pro outro autor, no final é isso que dá. Fica o registro. (Jogo encontrado no blog de Jenny Souza.)

sábado, 21 de agosto de 2010

“[...] Vai diminuindo a cidade.

Vai aumentando a simpatia
Simplicidade – Pato Fu [...]”

É uma correria, uma pressa, milhares de coisas a serem feitas. Coisas típicas de “cidade grande”. As pessoas passam umas pelas outras e não dão nem um bom dia. É como se não enxergassem os outros a sua volta, como se só vissem pela frente o caminho para o lugar ao qual desejam chegar. Aliás, foi um comentário equivocado. Elas não vêem realmente o caminho!

As pessoas passam, diariamente, por lugares lindos, verdadeiros espetáculos da natureza, e nem sequer notam. É mais comum do que você imagina. É! Você mesmo, o que costuma ver à caminho do trabalho, da escola, dos lugares que cotidianamente você frequenta? Você conhece as pessoas que cruzam seu caminho todos os dias? Ou melhor... você conhece os seus vizinhos?
Para alguns, será uma resposta positiva, mas para muitos, será "não".

É muito triste ver a vida escorrer por entre nossos dedos. Para quê toda essa pressa? Onde chegaremos com isso? Será que realmente existe esse lugar em que ansiamos chegar? Não está na hora de vivermos no que temos, com o que temos e do que temos?

É importante ter expectativas, planos, projetos. Mas não é nada bom se apegar a eles mais do que ao próprio momento presente. É comum pensarmos “Quando determinada coisa acontecer, finalmente serei feliz.” Será? Chegamos onde tanto queríamos, só que agora isso já não nos satisfaz por completo e já almejamos por outras conquistas.

A felicidade não depende de conseguirmos determinada coisa, e sim de conseguirmos nos sentir bem com aquilo que já temos. Nossa casa, família, amigos, emprego, escola. Vida! Devemos agradecer por tê-la e vivê-la intensamente. Não seja apenas um figurante, protagonize sua história.

Pare de uma vez de estar aí apenas existindo, e passe a viver realmente. A aproveitar as pequenas coisas. Aquelas as quais você não notara antes. Comece a valorizar até mesmo o vapor que sobe de sua xícara de café.

Detalhes. Eles fazem toda a diferença. O trecho acima retrata a rotina de uma cidadezinha, onde é natural que as pessoas se conheçam e se cumprimentem, que parem seus afazeres para “prosear” e rir a toa. São pessoas mais felizes.

Então por que não pegar um pouco dessa felicidade também? É muito simples.
Adote bons hábitos. Agradeça pelo que tem, ao invés de reclamar pelo que lhe falta. Deseje um bom dia para as pessoas por quem você passar, sorria para todos, sem ter de ver quem está recebendo seu ato de carinho. As vezes você tem o privilégio de alegrar o dia daquela pessoa, só com esse pequeno gesto que pode parecer tão insignificante. Abrace seus entes queridos, diga o quanto os ama. Nós sempre pensamos que eles já sabem disso, mas se não dissermos, eles é que não vão adivinhar. Quando for passar por uma porta, segure-a para que a pessoa que vem logo atrás de você possa entrar.

Atitudes como estas incentivarão os outros a querer mudar. Assim, a “cidade grande” também será lugar de sintonia, boa convivência e simpatia. E o mais importante, você se sentirá feliz!

Por Taynara Bezerra

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Montanha Russa

Não consigo entender essa coisa chamada vida. É sempre uma loucura tentar entender. A vida é relativa, incerta e inconstante. Costumo dizer que viver é como estar em uma grande montanha russa. Hora você pode tocar as nuvens e pouco tempo depois você está lá, cara a cara com o chão. Razões para isso, não sei dizer nenhuma ao certo.

Talvez seja o que você tem feito, ou até mesmo o que não tem feito. Deve ter mesmo alguma relação com isso. Você planta algo, depois você colhe o que plantou. Mas como isso funciona? Eu não plantei nada, plantei? Não consigo lembrar.

É simples... essa parte é. Todos os seus desejos são pequeninas sementinhas, cabe a você saber se vai plantá-las, tomando uma atitude e realizando tal desejo, ou não. E você conhece bem seus próprios desejos, pelo menos é o que se espera. Caso contrário... paciência.

Você deve julgar quais as sementes que merecem ser plantadas. E, se você plantar, deve analisar como isso vai influenciar na vida de outras pessoas. Quando você planta sementes boazinhas, boas coisas crescerão. Você ficará tão feliz ao ver o resultado, tão satisfeito consigo mesmo e com seu próprio trabalho, que se sentirá leve, muito leve. Daí o momento que tocará as nuvens, lá no topo da montanha russa.

Porém, se você semear o mal, germinarão plantas podres, feias e sem razão. Você não terá motivos para sentir-se feliz não é mesmo? Ficará pesado, acho que é por causa de uma coisinha chamada consciência, e não conseguirá ir a lugar algum que não seja o chão. E ficará preso lá, até que encontre alguma forma se redimir de sua ação. Aí voltamos a estaca zero, e você poderá fazer mesma escolha de antes ou escolher um rumo diferente.

É preciso também enxergar que quando sobe você não está só, nem quando cai. Você sempre leva alguém com você. Mas como? E se eu não quiser levar ninguém comigo?
Bem... problema. Tenha consciência de que não está sozinho no mundo, e que suas ações, da mais simples a mais elaborada, atingirá outras pessoas e suas respectivas plantações.

Viver bem e feliz não é nenhum enigma impossível, é tudo uma questão de escolhas. Você só precisa escolher as sementinhas boas, e além disso, aquelas que te fazem feliz. E essa é justamente a parte complicada de tudo. Encontrar dentre as sementes boas as que realmente gosta, para poder cultivá-las. Só há uma forma de saber se ela te fará feliz, e é plantando. Você só pode saber se uma comida é boa experimentando-a não é mesmo? Da mesma forma as coisas funcionam por aqui. É tentando que você descobre o que pode ou não fazer e o que te faz bem. Pode ficar a vontade quanto aos testes, não há caminho sem volta. Uma vez que uma plantinha não lhe agrade, você sempre terá a opção de recomeçar do zero.

Então tem uma fórmula para ter uma vida feliz? Tem sim, e você já deve ter entendido. Primeiro, plante as sementes boas. Tente! Descubra a que te faz feliz! Você pode ser o que você quiser. E o mais importante: não se deixe abater por sementes podres. As suas sementes bondosas são totalmente capazes de germinar sobre elas e de vencê-las. Depois disso, é só aproveitar os bons frutos que irá colher, tocar as nuvens e ser muito feliz.

Por Taynara Bezerra