Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mesure de L'amour

Por Ana Paula Dantas


Certa vez uma garota perguntou aos céus qual a medida certa do amor.
Tola, que entendo eu por amor...
Posso dizer que te amo mais hoje que ontem, ou ao contrário quem sabe, depende do meu humor, mas fico confusa porque afinal, amor se mede? É realmente isso que sinto?
Se o amor é, adoro sua espontânea reciprocidade, afinal, ninguém gosta da solidão, amar sozinha, que boba sou eu.
Eis que em todo lugar, em qualquer época, a toda hora. Em cada gesto, sempre que se respira. Ali está ele, o amor!

Posso muito bem amar sozinha, meu amado nao me abandona pelo amor sincero que por ele tenho, e sim por não me amar como o amo. Me sinto estranha. Quem disse que basta um simples sopro para que este se acabe? Não falo de um frágil castelo de cartas ó belo moço. Falo de uma estrutura imensamente forte, valente ao extremo, a fortaleza inabalável, que tudo e a todos suporta. Por fim, é o que mais importa dentre os que permanecem. O que ainda arranca suspiros mas é estupidamente confundido! Ah o amor!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Silence Amer

Por Ana Paula Dantas


"A bout de mots, de rêves je vais crier"- Lara Fabian

Ao final de palavras, dos sonhos, eu vou gritar

Meu bem, meu mal, eu bem que te quero,
mas não quero que saibas.
Teu olhar distante e vivo me apraz.
Só não diga que eu nunca soube ser ou estar...
não diga nada, só quero te ver.
Te ver seguir na mesma direção que eu.
Passageiros? Somos nós
Pegue as chaves, meu bem.
Únicas passagens para dois
e não únicos efêmeros apaixonados.
Temos combustível, mas não rumo
temos segurança, mas nos falta controle.
Segure minha mão, mesmo em sonho.
Pois todos viajam.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

L'amour

Já tinha até esquecido de como é me sentir assim. Mas, você veio. E sim, você pôs todas as borboletas no meu estômago, arrancou sorrisos bobos, e o meu coração... Pobre coração, nem ritmo têm mais...
Os amantes dizem que assim como o sangue,o amor é bombeado através de todo o nosso ser pelo coração. Os cientistas citam algumas substâncias que são produzidas no cérebro, logo, que é de lá que o amor parte.
Bem, se a primeira possibilidade for mesmo verdadeira, meu coração está trabalhando bem e meu corpo todo está abastecido.
Do contrário, se for a segunda a ser levada em consideração, a dopamina, a ocitocina, a norepinefrina, a feniletilamina... Todas elas estão sendo produzidas incontrolavelmente.
A mim, mera vítima desse invasor, o amor, não importa o que está causando essas coisinhas todas. O que me interessa, é quem desencadeia toda essa reação em cadeia.
E eu estou quase acreditando.




Por Taynara Bezerra

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dúvida:

(derivação regressiva de duvidar) s. f. 1.  Dificuldade em acreditar. 2.  Receio. 3.  Ponto não decidido ou que se trata de resolver.





Não entendo bem isso que sinto... Desejo tanto sentir você por perto, e quando acontece nunca sei como agir. Não sei o que falar, não sei como mostrar que você me faz bem.
Talvez porque eu nem saiba se você realmente me faz bem, ou se me arrependerei de ter-me permitido sentir esse tipo de coisa.
Talvez porque tudo isso ainda precise ser amadurecido, tudo esteja fluindo, e o momento em que terei as respostas virá depois.
Talvez porque a coisa toda não devesse estar acontecendo. Será que algo realmente está acontecendo?
Por que não consigo distinguir as feições desta situação? Será que existe mesmo uma situação? Se sim, porque essa talzinha não se explica de uma vez?
Talvez seja por isso que não sei como agir. Talvez pelo fato de não saber, nem mesmo, se devo.
Será que é preciso ter pressa? Será que só eu penso nisso? Será que devo pensar?
Será que devo acreditar em você, ou devo buscar as respostas nas entrelinhas?
Será que, se for mesmo verdade, me sentirei decepcionada ou pensarei nisso como uma coisa positiva?
Não é hora. Não de criar expectativas.



Por Taynara Bezerra

sábado, 7 de agosto de 2010

Lua & Mar

Todo mundo já viveu ou testemunhou amores impossíveis. Só se enquadrando em um desses dois casos para saber. A estória que contarei é justamente sobre um deles e não se passou em nenhum lugar específico, mas sim, em todos os lugares.
Eles eram perdidamente apaixonados um pelo outro. Mas nem sempre foi assim.

Eram dois solitários, românticos incansáveis, e estavam sempre lá, espreitando pela chegada do verdadeiro amor. Nunca haviam sequer trocado um olhar. Rezava a lenda que no momento em que o fizessem, nasceria uma paixão inexplicável. Era tudo uma questão de tempo.

Certa noite, ele ouviu um ruído, era o canto silencioso e monótono que vinha dela, e para ele foi como um sussurro sedutor. Aquela música soou embriagando toda a sua extensão. Não pôde conter a curiosidade. Ele a olhou, profunda e emocionadamente. Sim, a emoção já começava a infiltrar-se nele. Sem vacilar por nem mais um segundo, ele também cantou, no mesmo ritmo e melodia, e nesse momento foi ela que o olhou.

Foi aí que aconteceu. Foi aí que finalmente, depois de tanto tempo esperando, se encararam pela primeira vez. A profecia se concretizou, e o amor, enfim chegou. Passaram esta primeira noite apenas se olhando. Se descobrindo, eu diria. Ambos eram donos de uma imensidão e beleza notáveis e incomparáveis. Tinham muito o que apreciar e tão pouco tempo para fazê-lo.

Eles não conseguiam disfarçar, e nem precisavam. Já sabiam, como todos os apaixonados sabem de imediato, que o amor finalmente os encontrara. Nem sequer piscavam, e a noite toda se passou, enquanto acontecia essa linda troca de olhares. De olhares e de corações.

Nos últimos minutos da noite, quando ela começou a deixá-lo, ele ficou atordoado. Não entendia o que estava acontecendo, ficou bravo, agitado, e uivava de desprazer. Por sua vez, ela podia vê-lo, mas sabia pela forma que ele agia, que já não estava mais ao alcance do olhar de seu amado. Aquilo era como uma tortura que causava-lhes sofrimento.

A noite caiu, e trouxe consigo o alívio. Eles retomaram de onde pararam, desta vez aproveitando melhor cada segundo, para conhecer-se, apreciar-se, apaixonar-se. É claro que o tempo passava normalmente, mas eles achavam que estava passando rápido demais. Perguntavam-se com frequência por que a noite não poderia voltar à eternidade que costumava ser quando não tinham um ao outro.

Era uma situação difícil, verdade. Mas seus corações apaixonados não conseguiam se queixar. Pelo menos não a princípio. Noites e mais noites embalados pela canção um do outro. O tempo fluía impiedoso e a cada encontro o amor se renovava. Não se deixe enganar por minha palavra mal colocada. Onde eu disse renovava, peço que entenda por aumentava.

Passa o tempo, o amor cresce, as vontades surgem. É um ciclo inevitável para os enamorados. Eles não conseguiam evitar a vontade de se tocar, mas como tal loucura se concretizaria? Cai entre nós, eles eram a Lua e o Mar.

Eles traçaram essa meta, e estavam determinados. Quem pode conter a vontade, que na verdade para eles era uma necessidade? Ninguém. Digo até que o máximo que podemos fazer em relação a isso é ajudar, nem que seja, como no caso dos dois, torcendo para o sonho se realizar.

E a vida assim seguiu durante muito tempo. Durante a noite eles se namoravam, mesmo que à distância, e durante o dia, quando tornavam-se inalcançáveis um para o outro, buscavam desesperadamente por uma forma de poder se tocar. De conhecer verdadeiramente os corpos um do outro. De sentir a presença, a carícia de amor. E seus lábios... eles ansiavam para colar-se um no outro.

Ele tentou de tudo, ondas imensas se formavam e ninguém entendia porquê. Realmente, seria impossível de entender. Mal sabiam que cada onda exagerada era uma tentativa exasperada que o Mar fazia de se aproximar do objeto de seu amor.

A Lua ficava de coração despedaçado. Estilhaçado mesmo, essa palavra descreve melhor. Foi quando então teve a brilhante idéia. Ela foi tomada por uma onda de esperança renovada. Não contaria nada ao Mar, até que tudo fosse acertado, até porque tinha medo de que não funcionasse e ele se frustrasse. Seria uma surpresa, uma feliz surpresa.

No dia tão esperado, ela mal podia suportar as batidas do próprio coração que ficava cada vez mais apertado em seu peito. Transbordava de felicidade, e tratou de aparecer em sua forma mais perfeita e cobrir-se com seu brilho mais radiante. Aquela silhueta e brilho que sempre deixavam o Mar ensandecido.

Acontece que a Lua tinha um velho amigo, e este chamava-se Sol. Era ele a quem o Mar via durante o dia, e ele que testemunhava esta maravilhosa história de amor. Concordou prontamente quando a Lua pediu-lhe um pequeno grande favor. Ele permitiu, durante o período que o céu era só dele, que ela tomasse o seu lugar. Ela desceu muito baixo, o Mar mal podia acreditar, não podia nem ao menos controlar-se. Movimentava-se nervoso, buscando-a enquanto ela estava cada vez mais próxima. Mais um momento e então puderam finalmente abraçar-se longa e ternamente. Um toque que fora tão esperado por ambos agora era real. E constatou-se que era muito, mas muito melhor do que tinham imaginado.

Ao longe, as pessoas paradas em diversos pontos em todo o mundo estavam abobalhadas pela beleza de tal acontecimento. Congeladas e mudas, totalmente sem reação pela explosão de sentimentos que invadia o lugar. Teve gente que não viu, souberam do acontecido, mas tudo foi-lhes contado de uma maneira diferente. Bem, nem mesmo quem viu tinha noção daquela realidade. Eles tinham sabido que houvera um eclipse. Mal sabiam eles que esse era o termo designado para referir-se ao encontro, o enlace mais perfeito proporcionado pelo amor. E depois desse, muitos outros eclipses vieram a acontecer.

Mais uma vez repito... só sabe do que se trata quem já sentiu ou testemunhou. Ah, o amor... impossível ou não, ele sempre será o indescritível e maravilhoso amor! E digo-lhes mais uma coisinha, nunca desistam do seu amor, por mais impossível que este possa parecer. Ame sem reservas, pois o amor é capaz de romper todas as barreiras e de superar as possíveis contravenções. Às vezes demora a concretizar-se, mas quando acontece, a entrega é muito mais verdadeira.


Por Taynara Bezerra

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tijolinhos

É bem verdade. Um tijolinho sozinho não tem serventia, é só um aglomerado de átomos, abandonado e em desuso. Todavia, esse mesmo tijolinho solitário ao juntar-se a outro, que até então era inútil, passa a ser capaz de muita coisa. Um ajudando ao outro, compartilhando equilíbrio e apoio.

Eles chamam-se AMIGOS e são unidos por uma massa homogênea, que os faz serem capazes de enfrentar o tempo e as tempestades que se puserem em seu caminho. Mais forte que ela não há, ela é feita de AMOR.

Era uma vez um tijolinho que viveu solitário durante muito e muito tempo. Sempre achou que jamais poderia fazer algo, até que num certo dia encontrou outro, assim como ele. Com o passar do tempo, outros também foram juntando-se aos dois. O tijolinho solitário era eu, e foi assim que pude construir a minha base. Sei que existem pessoas que podem fazer as coisas sozinhas. Não é o meu caso. Não fosse pelo apoio deles, de nada eu seria capaz.

No momento em que ganhei meu firme embasamento, me convenci, ou eu diria me convenceram, de que eu era capaz de fazer tudo. Eu sabia que teria o apoio deles quando precisasse, e que o nosso amor nos manteria unidos durante as dificuldades.

Hoje, no meu alicerce, eu tenho vários tijolinhos superespeciais, e preciso de cada um. Dos que estão mais próximos e dos distantes. Sejam envolvidos por laços sanguíneos ou não, necessito de senti-los, de saber que estão firmes na minha massa, que é o meu amor. Não posso perder nenhum deles, porém estou sempre aberta a receber novos tijolinhos. Uma estrutura segura provém de um alicerce bem construído. E graças a vocês, meus tijolinhos, meus AMIGOS, eu tenho tudo isso.

Obrigada a todos que fazem de minha estrutura segura, seja com a presença constante ou pelo fato de existirem. Eu amo cada um de vocês!



Por Taynara Bezerra