terça-feira, 9 de novembro de 2010

L'amour

Já tinha até esquecido de como é me sentir assim. Mas, você veio. E sim, você pôs todas as borboletas no meu estômago, arrancou sorrisos bobos, e o meu coração... Pobre coração, nem ritmo têm mais...
Os amantes dizem que assim como o sangue,o amor é bombeado através de todo o nosso ser pelo coração. Os cientistas citam algumas substâncias que são produzidas no cérebro, logo, que é de lá que o amor parte.
Bem, se a primeira possibilidade for mesmo verdadeira, meu coração está trabalhando bem e meu corpo todo está abastecido.
Do contrário, se for a segunda a ser levada em consideração, a dopamina, a ocitocina, a norepinefrina, a feniletilamina... Todas elas estão sendo produzidas incontrolavelmente.
A mim, mera vítima desse invasor, o amor, não importa o que está causando essas coisinhas todas. O que me interessa, é quem desencadeia toda essa reação em cadeia.
E eu estou quase acreditando.




Por Taynara Bezerra

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dúvida:

(derivação regressiva de duvidar) s. f. 1.  Dificuldade em acreditar. 2.  Receio. 3.  Ponto não decidido ou que se trata de resolver.





Não entendo bem isso que sinto... Desejo tanto sentir você por perto, e quando acontece nunca sei como agir. Não sei o que falar, não sei como mostrar que você me faz bem.
Talvez porque eu nem saiba se você realmente me faz bem, ou se me arrependerei de ter-me permitido sentir esse tipo de coisa.
Talvez porque tudo isso ainda precise ser amadurecido, tudo esteja fluindo, e o momento em que terei as respostas virá depois.
Talvez porque a coisa toda não devesse estar acontecendo. Será que algo realmente está acontecendo?
Por que não consigo distinguir as feições desta situação? Será que existe mesmo uma situação? Se sim, porque essa talzinha não se explica de uma vez?
Talvez seja por isso que não sei como agir. Talvez pelo fato de não saber, nem mesmo, se devo.
Será que é preciso ter pressa? Será que só eu penso nisso? Será que devo pensar?
Será que devo acreditar em você, ou devo buscar as respostas nas entrelinhas?
Será que, se for mesmo verdade, me sentirei decepcionada ou pensarei nisso como uma coisa positiva?
Não é hora. Não de criar expectativas.



Por Taynara Bezerra

domingo, 17 de outubro de 2010

Tenacidade

Por Ana Paula Dantas

Conto meus sonhos cantados de orquestras imortais
Vivo, e desejo uma vida gris de aquarela
Choro lágrimas de fome não alimentadas
Morro, à presença da vida não aproveitada.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cela

Por Taynara Bezerra e Lucas Almeida


Precisamos agir antes que seja tarde demais
Não vejo o mundo com os olhos do medo
Não permita que sua vida fuja de você como uma mariposa assustada
Talvez não seja fácil, mas como haveria de ser?
Teça uma teia e prenda a mariposa na sua armadilha
Céus cinzentos? Pinte-os

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Oculto coletivo. O jogo era simples, escrever um texto coletivo onde um autor não sabe o que o outro escreve e vice e versa. Escreva sua frase, dobre o papel e passe pro outro autor, no final é isso que dá. Fica o registro. (Jogo encontrado no blog de Jenny Souza.)

sábado, 21 de agosto de 2010

“[...] Vai diminuindo a cidade.

Vai aumentando a simpatia
Simplicidade – Pato Fu [...]”

É uma correria, uma pressa, milhares de coisas a serem feitas. Coisas típicas de “cidade grande”. As pessoas passam umas pelas outras e não dão nem um bom dia. É como se não enxergassem os outros a sua volta, como se só vissem pela frente o caminho para o lugar ao qual desejam chegar. Aliás, foi um comentário equivocado. Elas não vêem realmente o caminho!

As pessoas passam, diariamente, por lugares lindos, verdadeiros espetáculos da natureza, e nem sequer notam. É mais comum do que você imagina. É! Você mesmo, o que costuma ver à caminho do trabalho, da escola, dos lugares que cotidianamente você frequenta? Você conhece as pessoas que cruzam seu caminho todos os dias? Ou melhor... você conhece os seus vizinhos?
Para alguns, será uma resposta positiva, mas para muitos, será "não".

É muito triste ver a vida escorrer por entre nossos dedos. Para quê toda essa pressa? Onde chegaremos com isso? Será que realmente existe esse lugar em que ansiamos chegar? Não está na hora de vivermos no que temos, com o que temos e do que temos?

É importante ter expectativas, planos, projetos. Mas não é nada bom se apegar a eles mais do que ao próprio momento presente. É comum pensarmos “Quando determinada coisa acontecer, finalmente serei feliz.” Será? Chegamos onde tanto queríamos, só que agora isso já não nos satisfaz por completo e já almejamos por outras conquistas.

A felicidade não depende de conseguirmos determinada coisa, e sim de conseguirmos nos sentir bem com aquilo que já temos. Nossa casa, família, amigos, emprego, escola. Vida! Devemos agradecer por tê-la e vivê-la intensamente. Não seja apenas um figurante, protagonize sua história.

Pare de uma vez de estar aí apenas existindo, e passe a viver realmente. A aproveitar as pequenas coisas. Aquelas as quais você não notara antes. Comece a valorizar até mesmo o vapor que sobe de sua xícara de café.

Detalhes. Eles fazem toda a diferença. O trecho acima retrata a rotina de uma cidadezinha, onde é natural que as pessoas se conheçam e se cumprimentem, que parem seus afazeres para “prosear” e rir a toa. São pessoas mais felizes.

Então por que não pegar um pouco dessa felicidade também? É muito simples.
Adote bons hábitos. Agradeça pelo que tem, ao invés de reclamar pelo que lhe falta. Deseje um bom dia para as pessoas por quem você passar, sorria para todos, sem ter de ver quem está recebendo seu ato de carinho. As vezes você tem o privilégio de alegrar o dia daquela pessoa, só com esse pequeno gesto que pode parecer tão insignificante. Abrace seus entes queridos, diga o quanto os ama. Nós sempre pensamos que eles já sabem disso, mas se não dissermos, eles é que não vão adivinhar. Quando for passar por uma porta, segure-a para que a pessoa que vem logo atrás de você possa entrar.

Atitudes como estas incentivarão os outros a querer mudar. Assim, a “cidade grande” também será lugar de sintonia, boa convivência e simpatia. E o mais importante, você se sentirá feliz!

Por Taynara Bezerra